Diário da Copa São Paulo #6: Fábrica de talentos

Walce, Luan Santos, Igor Gomes e Toró no Sul-Americano Sub-20. Helinho e Brenner no time profissional. Gabriel Sara lesionado. Sete jogadores de enorme talento que o São Paulo poderia ter à disposição para vencer a Copa São Paulo. Os seis primeiros nem foram inscritos. Sara até esteve no grupo e foi um dos destaques da primeira fase, mas sua trajetória no torneio foi interrompida por uma lesão na coxa.

Nem isso impediu que o São Paulo ganhasse a quinta Copinha de sua história.

Há muito mais motivos para comemorar do que o título em si: a base do São Paulo é uma verdadeira fábrica de talentos. O tricolor chegou a duas finais consecutivas de Copinha com praticamente duas equipes diferentes. Nesta, dois jogadores em especial se sobressaíram: o volante Rodrigo Nestor e o atacante Antony.

Nestor era o controle, o cérebro da equipe. De sua perna esquerda, sempre se espera um passe seguro ou uma solução criativa. Como a assistência primorosa para o segundo gol. Gol, aliás, marcado por Antony, o craque do tricolor na Copa São Paulo. Também canhoto, era capaz de desequilibrar por si só. De seu pé esquerdo também saiu a assistência para o primeiro gol, a sexta dele na Copinha.

Hora da colheita

Antony, a coqueluche do São Paulo na Copinha, já está incorporado ao time profissional. Para Nestor, isto certamente será apenas uma questão de tempo.

A taça é simbólica: o São Paulo é um clube privilegiado em dispor de tantos talentos. A presença de André Jardine no time principal cria ainda mais condições para que esses valores sejam aproveitados. Se o clube não se desfizer deles tão rapidamente, como foi com David Neres, Marquinhos Cipriano e Éder Militão (para ficar apenas em alguns exemplos recentes), há muito a ser colhido.

Parabéns ao Tricolor pela conquista. Um título que ficou ainda mais belo com a homenagem à pequena Larissa, com todos os jogadores raspando o cabelo antes da decisão. Um gesto ainda mais grandioso que o troféu.

Antony e Larissa: a história que abrilhantou ainda mais a conquista tricolor. Foto: Divulgação/São Paulo FC

Futebol de campeão

Para o Vasco, apesar do semblante triste ao levantar a taça de vice-campeão, também não há o que se lamentar. Pelo contrário. O time de Marcos Valadares foi valente: perdia por 2 a 0 e foi buscar o resultado, levando a decisão para os pênaltis.

Mais do que isso, há muitos talentos a serem absorvidos no time profissional. Lucas Santos, claro, o principal deles. A concorrência é grande na primeira equipe (Danilo Barcelos, Yan Sasse, Marrony), mas Alberto Valentim precisa encontrar minutos para o camisa 10. O zagueiro Miranda é outro nome a ser aproveitado. Aliás, sua segurança ao defender a própria área foi extremamente sentida, principalmente em virtude das limitações de Ulisses e Norões.

Ponto final

Um último capítulo cheio de emoções que põe fim à nossa série “Diário da Copa São Paulo”. Infelizmente, desta vez não foi possível sair do sofá, mas o momento é de agradecimento: o site bateu recordes de acesso durante a série, onde tive a oportunidade de conhecer três estádios e ver de perto grandes promessas do nosso futebol. Números surpreendentes, que encheram de ânimo para seguir com o projeto.

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Para o ano seguinte, espero ter a oportunidade de desbravar também os estádios do interior. E para o restante do ano, conto com as interações de vocês aqui no site e nas redes sociais. Vem muito mais por aí! O sofá é de todos vocês!

Quero sua opinião nos comentários abaixo: o que achou da final da Copinha? Quem foi o craque da competição?

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