10 momentos marcantes da Copa do Mundo Feminina

A Copa do Mundo da França inegavelmente foi a maior da história do futebol feminino. Seja nos estádios, nos locais públicos ou no conforto de casa, nunca tanta gente se importou desta forma com a modalidade. Um combustível a mais para popularizar o esporte, romper barreiras históricas e fortalecer debates como o empoderamento feminino e a igualdade de gênero.

Em campo, vimos uma disputa de altíssimo nível. Fora dele, muitas situações também enriqueceram para que esta tenha sido a Copa das Copas para as mulheres. Entre tantas lembranças inesquecíveis, nós separamos 10 momentos marcantes da Copa do Mundo Feminina. Confira:

Invasão holandesa

Antes de mais nada, os turistas holandeses roubaram a cena na Copa do Mundo Feminina, formando um mar laranja nas cidades em que a seleção do país jogou. Como prêmio, ganharam a chance de ver a Holanda pela primeira vez na final do Mundial Feminino.

Aliás, um dos momentos mais marcantes foi essa festa sensacional que os holandeses fizeram em Valenciennes:

Maior goleada

A Copa da França marcou a maior goleada da história dos Mundiais (de qualquer gênero). Sem dó nem piedade, os Estados Unidos aplicaram 13 a 0 na Tailândia. Neste mesmo jogo, Alex Morgan tornou-se a segunda mulher a marcar cinco gols em um único jogo de Copa.

EUA 13x0 Tailândia: a maior goleada da história da Copa do Mundo Feminina. Foto: Reprodução
EUA 13×0 Tailândia: a maior goleada da história da Copa do Mundo Feminina. Foto: Reprodução

A emoção de um gol

A Tailândia apareceu novamente, mas dessa vez para emocionar o público. Depois dos 13 a 0, a seleção amargava outra goleada, desta vez para a Suécia, por 4 a 0. Só que aí Kanjana Sungngoen apareceu para fazer o único gol tailandês na Copa. Um momento que levou a diretora da seleção tailandesa, Nualpham Lamsam, às lágrimas.

A empresária é a grande embaixadora do futebol na Tailândia e emprega muitas das jogadoras para que elas tenham uma renda fixa. Dessa forma, é possível entender e valorizar tal emoção.

Nualphan Lamsam, diretora da seleção tailandesa, se emociona à beira do campo. Foto: Reprodução/Fifa
Nualphan Lamsam, diretora da seleção tailandesa, se emociona à beira do campo. Foto: Reprodução/Fifa

E falando em emoção de um gol, África do Sul, Escócia e Jamaica participaram pela primeira vez na história de uma Copa do Mundo Feminina. E o barato é que todas essas seleções conseguiram balançar as redes, proporcionando outros momentos marcantes.

Classificação de Camarões

A seleção camaronesa proporcionou a classificação mais emocionante da Copa da França. No último jogo do Grupo E, Camarões e Nova Zelândia empatavam em 1 a 1, com ambas as seleções precisando da vitória.

Foi aí que, aos 50 minutos do segundo tempo, Ajara Nchout teve sangue frio para marcar um dos gols mais bonitos do Mundial e classificar Camarões. Dá uma olhada na pintura!

Sétima Copa de Formiga

Quando Formiga entrou em campo na estreia da seleção brasileira, contra a Jamaica, ela marcou a sua sétima aparição em uma Copa do Mundo. Sétima!!! Um feito único na história do futebol. Inegavelmente, Formiga é uma lenda viva.

Aos 41 anos, Formiga disputou sua sétima Copa. Foto: Reprodução
Aos 41 anos, Formiga disputou sua sétima Copa. Foto: Reprodução

Recorde de Marta

E Formiga não foi a única craque brasileira a bater recorde na Copa. Os dois gols de Marta no Mundial transformaram a Rainha na maior artilheira da história dos Mundiais, seja masculino ou feminino. Com 17 gols, ela superou os 16 do alemão Miroslav Klose.

O pênalti que marcou o gol histórico de Marta na Copa do Mundo Feminina. Foto: Reprodução
O pênalti que marcou o gol histórico de Marta na Copa do Mundo Feminina. Foto: Reprodução

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Copa das goleiras e a discussão sobre o tamanho do gol

O apelo da Rainha

Marta Vieira da Silva também marcou outro grande momento na Copa: o seu desabafo após a eliminação do Brasil. Um pedido às futuras gerações de jogadoras brasileiras com as seguintes palavras:

 

Rapinoe x Trump

Megan Rapinoe foi protagonista no campo e fora dele. Ativista, a capitã dos EUA peitou o presidente do país, Donald Trump, ao dizer que “não iria para a p…da Casa Branca” em caso de título. Em contrapartida, Trump respondeu dizendo que Megan deveria “vencer [o torneio] antes de falar”. A troca de farpas ainda está dando pano pra manga.

Megan Rapinoe: cinco gols na Copa do Mundo Feminina e troca de farpas fora dele. Foto: Reprodução
Megan Rapinoe: cinco gols na Copa do Mundo Feminina e troca de farpas fora dele. Foto: Reprodução

Chá inglês

Além disso, outra jogadora dos EUA decidiu causar. Autora de um dos gols da vitória americana sobre a Inglaterra na semifinal da Copa, Alex Morgan simulou beber um “chá inglês” na comemoração. No entanto, os ingleses não acharam nenhuma graça na trollagem.

Alex Morgan e a polêmica do chá inglês. Foto: Reprodução
Alex Morgan e a polêmica do chá inglês. Foto: Reprodução

A jogadora Lianne Sanderson, ex-companheira de Morgan no Orlando Pride, classificou a comemoração como “de mau gosto”. Da mesma forma, a ex-atleta Faye White disse que “queria dar um carrinho nela”. Será que foi pra tudo isso mesmo? É provável que não.

Recordes de audiência

Por fim, o melhor de tudo é que a Copa do Mundo Feminina mais vista da história bateu recordes de audiência. Só para ilustrar, aqui no Brasil, mais de 30 milhões de telespectadores assistiram o jogo da seleção contra a França. Em seguida, no Reino Unido, a semifinal entre Inglaterra x EUA teve até mais audiência do que a final da Champions League, que teve dois times ingleses (Liverpool e Tottenham).

O interesse pelo futebol feminino aumenta em todo o mundo. E este, sem dúvida, é o grande legado da Copa das Copas para as mulheres.

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